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14 de junho de 2010 O cenário para as moedas deve mudar pouco ao longo do ano na perspectiva do mercado. O Boletim Focus divulgado no início de junho pelo Banco Central do Brasil indica uma taxa de R$ 1,80 para 2010 e R$ 1,84 para 2011. O Euro tem fechado em linha com R$ 2,20, como aconteceu no dia 10.06. No entanto, sempre quando se trata de moedas, os especialistas evitam dar perspectivas definitivas. Para quem precisa ou vai precisar comprar Dólar ou Euro neste ano, é interessante considerar as atuais projeções, mas sem esquecer que há possibilidade do cenário internacional se agravar. Nesse caso, o Dólar pode se valorizar um pouco mais em relação ao Real e, especialmente, à moeda da Zona do Euro. De acordo com o consultor da Wintrade, José Góes, o câmbio brasileiro não apresenta grandes preocupações em relação às oscilações que venham ter o Dólar e o Euro. “No curto prazo, o Brasil tem mostrado uma recuperação da economia, inclusive, elevando a taxa de juros (como aconteceu na última reunião do Copom, quando a Selic foi elevada para 10,25%)”, justifica. Por isso, ele acredita que não há necessidade de comprar moeda estrangeira neste momento. No entanto, para quem vai precisar, seja para o pagamento de um curso no exterior ou uma viagem de férias, é indicado ir comprando aos poucos, já que existe uma possibilidade, embora pequena, de deterioração do cenário internacional. A Projeção da Wintrade para o Dólar é na faixa de R$ 1,80 e R$1,85 e o Euro em torno de R$ 2,05 e R$ 2,15. As expectativas da Corretora Souza Barros, segundo o economista Clodoir Vieira, é que o Dólar fique em R$ 1,80. No dia 09.06, a moeda fechou a R$ 1,85, ou seja, uma alta de 6,1% em 2010. “Acredito que a moeda vá perder mais valor e se estabilizar diante da melhora do cenário internacional e da volta dos investimentos estrangeiros para o país”, conclui. Para o economista, não há razão para o Euro continuar caindo, pois está em um dos níveis mais baixos. Do início do ano até 09.06, ele desvalorizou 16,4%. Diante disso, Vieira sugere ir comprando Euro aos poucos para quem está programando uma viagem para a Europa no final deste ano ou início do outro. Além das casas de câmbio tradicionais, ele lembra de outros meios até então pouco tradicionais. “Há alguns bancos que trabalham com um cartão de crédito pré-pago e internacional. Para o qual o correntista vai comprando a moeda no Brasil e ao chegar no seu destino, pode sacar”. No caso de quem vai fazer um MBA, por exemplo, o economista lembra que uma opção interessante seria pagar parte dele agora. Outro instrumento que está cada vez mais conhecido pelo investidor brasileiro são os mini-contratos de Dólar no mercado futuro da BM&FBovespa. Góes, da Wintrade, lembra que muitas instituições financeiras disponibilizam a negociação pela internet, através da plataforma conhecida como Webtranding. É possível comprar 1 mini-contrato com o montante de R$ 5 mil (o depósito inicial exige apenas a margem de garantia, ou seja, um valor inferior a esse), e uma taxa paga pela operação de R$ 5,00 por contrato. Tanto para Góes como para Vieira, os custos compensam até a operação com o volume de 1 mini-contrato, já que o investidor pode travar o valor das moedas no momento da compra. “Essa estratégia é muito interessante também para empresas pequenas que fazem operações com o mercado exterior”, acrescenta o economista da Souza Barros. No entanto, para quem não vai viajar, Vieira não vê vantagem em investir nas moedas como forma de investimento. “Atualmente, há outras opções mais interessantes no Brasil, devido inclusive à alta da taxa de juros, que poderá ficar cada vez mais alta ao longo do ano”, sustenta Vieira. Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski Fonte: Portal Acionista – www.acionista.com.br
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