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William Cox é Diretor da Management & Excellence (M&E), empresa de pesquisa, auditoria e consultoria em sustentabilidade presente em Madrid e São Paulo, com doutorado na London School of Economics.
20 de maio de 2010
O Dow Jones Sustainability Index (DJSI), que nasceu em 1999, é provavelmente a métrica mundial mais influente em sustentabilidade. A Sustainable Asset Management (SAM), companhia de gestão de ativos que avalia as empresas que se candidatam a integrar o índice, tem acesso às quase cem respostas sobre o desempenho em sustentabilidade de mais de 1.200 empresas, de 58 setores. Atualmente, 317 empresas do mundo, incluindo sete brasileiras, estão no DJSI. Todo ano, estas empresas são reavaliadas com um novo questionário, com aproximadamente 20% dos pontos adaptados à evolução e mudança do mercado, como por exemplo, a recente crise financeira. Com projeção de que, até 2015, de 15% a 20% dos ativos do mundo serão gerenciados de acordo com diretrizes de sustentabilidade, as informações do DJSI e da SAM se tornam mais relevantes em termos de impacto no fluxo de caixa livre das empresas, além do risco e retorno para o investidor. Desde seu início, o DJSI World, que é baseado no free float market cap (livre flutuação do valor da ação), subiu 31,66% (entre janeiro de 2009 e janeiro de 2010) – no mesmo período, o índice Morgan Stanley Capital International (MSCI) valorizou 25,92%. De janeiro de 2004 a janeiro de 2009, as altas foram de 6,75% e 1,60%, respectivamente. Dados da SAM demonstram que 20% das empresas mais sustentáveis tiveram melhor desempenho que o benchmark do seu setor nos últimos 10 anos – durante o mesmo período, a valorização das ações das empresas menos sustentáveis ficou abaixo dos benchmarks. A quantidade de empresas que se candidatam a integrar o DJSI tem aumentado constantemente, de 469 em 1999 para 1.237 em 2009. A média de pontuação subiu de 27 para 48, e o peso das questões específicas por setor aumentou de 30% para 57%. Ambos, SAM e Dow Jones, estudam a possibilidade de criar um DJSI específico para mercados emergentes, já no final deste ano ou no próximo, que irá dar grande destaque aos ativos brasileiros. O questionário de 2010 está atribuindo maior peso à gestão de risco, processos e gestão de inovação. Mesmo com apenas sete empresas nacionais na carteira, algumas são consideradas líderes mundiais, dos seus setores, categoria mais elevada do índice, de acordo com classificação própria do DJSI. Aracruz, Cemig e Itausa fazem parte desta categoria, enquanto os bancos Bradesco e Itaú Unibanco estão na categoria ouro – segunda em grau de importância. Mais e mais, os investidores enxergam a gestão sustentável como uma importante ferramenta na busca pelo retorno através do menor risco. A crise financeira forneceu um novo impulso a esta tendência, já que muitas das informações fornecidas pelas empresas apresentavam pouca relevância para avaliar seu real risco, sem prever um provável desempenho futuro. A sustentabilidade olha para as operações das organizações, desde seus programas de treinamento até investimentos em TI. Com cada vez mais dados disponíveis sobre o desempenho sustentável das empresas, os analistas já conseguem isolar tais informações, tanto em termos de valor agregado à organização quanto em termos de projetos. Atualmente, um grande volume de capital está sendo direcionado para investimentos sustentáveis. A SAM, por exemplo, identifica três importantes drivers: 1) Prêmio de risco em debêntures e ações que impactam no Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) 2) Retorno do custo investido do capital impactando no Fluxo de Caixa Livre (FCL) 3) Aumento das vendas que também impactem no FCL.
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